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Crédito imobiliário cresce 23% no semestre e a entrada do lote cai para 5%

A Abecip vai revisar para cima a projeção de 2026 depois de um primeiro semestre 23% maior. No loteamento, a adaptação ao juro alto apareceu no financiamento direto: prazo mais longo e entrada de 5% a 6%.

O crédito imobiliário surpreendeu em 2026. O primeiro semestre fechou 23% acima do mesmo período de 2025, o que levará a Abecip a rever a projeção anual — a estimativa de janeiro era de 16% de expansão e volume próximo de R$ 375 bilhões. A carteira ligada ao SBPE chegou a R$ 601 bilhões.

O funding está mudando de lugar

A poupança perde peso e os instrumentos de mercado assumem: em 2025 o SBPE respondeu por 29% do funding, o FGTS por 27%, os CRIs por 23% e as LCIs por 19%. A liberação de cerca de R$ 38 bilhões do compulsório ajudou a segurar taxas, mas é um efeito com prazo — daí a insistência do setor em uma base de captação mais diversificada.

No lote, a adaptação foi outra

Boa parte do loteamento é vendida com financiamento direto do loteador, fora do circuito bancário. Foi ali que o juro alto apareceu de forma mais visível: segundo AELO e Secovi-SP, a entrada caiu de 10%–12% para uma média de 5% a 6% do valor do lote, com alongamento de prazo para preservar a venda.

Com lote e construção custando cerca de metade de uma casa pronta, uma Selic em um dígito traria de volta o pequeno investidor e o autoconstrutor.

O que observar nos próximos meses

  • A trajetória da Selic: é ela que destrava aprovação de novas glebas e apetite do pequeno investidor.
  • A Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida, com juro menor para imóveis até R$ 500 mil.
  • As condições do financiamento direto: entrada baixa com prazo longo aumenta o custo total — compare o valor presente antes de fechar.

Fontes