A Abecip vai revisar para cima a projeção de 2026 depois de um primeiro semestre 23% maior. No loteamento, a adaptação ao juro alto apareceu no financiamento direto: prazo mais longo e entrada de 5% a 6%.
O primeiro trimestre de 2026 combinou freio na oferta com absorção firme: 22,2 mil lotes lançados, 31,8 mil vendidos e prazo de escoamento em 14,7 meses. É acomodação, não crise.
Com preço médio de R$ 597 por metro quadrado, o loteamento aberto respondeu por quase dois terços dos lançamentos no 1T26 e reposicionou o condomínio fechado como nicho premium.
Loteamento com registro efetivado até 2029 pode optar por recolher 3,65% da receita bruta, sem crédito. Fora dessa janela, vale o regime geral com alíquota reduzida em 50% e redutor social de R$ 30 mil por lote.
Cuiabá movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025 e Goiânia R$ 4,1 bilhões só no primeiro semestre. Joinville girou 21,3% do estoque por trimestre. O desenvolvimento urbano planejado ficou policêntrico.
Depois de valorizar 113% em cinco anos, a terra entrou em fase seletiva: 14,5% ao ano em pastagem e 9,4% em agricultura. O que define preço agora é renda por hectare, logística e regularização.