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Cuiabá, Goiânia e Joinville: o dinheiro dos lotes saiu do eixo Rio–SP

Cuiabá movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025 e Goiânia R$ 4,1 bilhões só no primeiro semestre. Joinville girou 21,3% do estoque por trimestre. O desenvolvimento urbano planejado ficou policêntrico.

São Paulo continua sendo o maior mercado de lotes do país — 51,7 mil unidades vendidas em 2025, alta de 15% segundo o Secovi-SP. Mas as taxas de crescimento mais fortes já não estão lá. Cuiabá movimentou R$ 5,7 bilhões em 2025, com avanço de 17,99% no faturamento e 24,87% em volume de unidades. Goiânia registrou R$ 4,1 bilhões apenas no primeiro semestre, com vendas 21% maiores. Joinville alcançou velocidade de vendas de 21,3% por trimestre.

O que sustenta a interiorização

Três forças se somam: cidades médias com economia diversificada e migração positiva; terra ainda acessível perto de infraestrutura já instalada; e um comprador que consegue financiar lote mais construção por cerca de metade do valor de uma casa pronta.

Projetos como o Eurogarden, em Maringá, mostram o outro lado do movimento: o interior também absorve produto sofisticado, com certificação internacional e padrão urbanístico que antes só existia nas capitais.

O risco de olhar só para o eixo tradicional

Quem restringe a análise a São Paulo e Rio de Janeiro perde as praças de maior valorização relativa. A contrapartida é que mercados menores têm liquidez mais fina: a saída de um investimento em cidade média depende de um comprador local, e isso muda o cálculo de prazo.

Como avaliar uma praça nova

  • Velocidade de vendas trimestral e prazo de escoamento do estoque local.
  • Vetor de expansão urbana: onde a prefeitura está levando saneamento e pavimentação.
  • Base econômica: agroindústria, logística e serviços sustentam demanda por moradia melhor que um único empregador.

Fontes